quarta-feira, 18 de maio de 2011

Entrevista a Filipe Faria

 
Filipe Faria é o criador da série de livros "As Crónicas de Allarya". Esta saga, uma das mais vendidas de Fantasia em Portugal, inspirou vários escritores a atirarem-se para a Fantasia. 
Por isso, nós propusemos-lhe uma entrevista, que, muito simpaticamente, aceitou. 
Bom dia, Filipe Faria. Muito obrigado por ter aceitado esta entrevista.
  1. Você é intitulado por muitos como o pioneiro da High Fantasy em Portugal. Vendeu mais de 60.000 exemplares. Diga-me, como soube que queria ser escritor?
Não posso dizer que soubesse que queria ser escritor; a única coisa que soube desde muito cedo foi que gostava de escrever. Gostava mesmo. De escrever e de contar histórias; o que é que nunca associei isso a uma possível ocupação. Daí até ter o meu primeiro livro publicado... Foi sem dúvida um desenvolvimento inesperado, digo-o sem qualquer falsa modéstia, mas também não tive quaisquer problemas em deixar-me levar pelos acontecimentos.
  1. J. R. R. Tolkien foi um dos seus inspiradores. Se lhe pudesse dizer alguma coisa, o que seria?
Que podia ter investido um pouco mais nas cenas de acção, que sempre me souberam a pouco. Caso não levasse com uma cachimbada na cara, agradecer-lhe-ia de seguida por ter partilhado com o mundo aquilo que fez.
  1. Quando começou a imaginar esta Saga?
Uns doze anitos; umas quantas ideias talvez um pouco antes.
  1. Todas as personagens mantiveram-se inalteradas desde que as imaginou, em criança?
Nem por sombras. Todas elas cresceram comigo e algumas até foram substituídas por outras antes de sequer entrarem na história.
  1. Qual é a sua personagem preferida? Porquê?
Não tenho. Cada um dos companheiros representa uma faceta da minha personalidade. De resto, a saga está repleta de personagens mais ou menos bem conseguidas, nenhuma das quais possa considerar uma favorita, embora tanto Seltor como Aereth Thoryn me tenham dado particular prazer a escrever, muito em parte graças à índole subversiva de ambos enquanto arquétipos de fantasia. Sobretudo o primeiro.
  1. Mudando um pouco de assunto. Enquanto escritor, a literatura deve ser uma paixão para si. Quais são os seus livros preferidos?
Só houve um que realmente me marcou (pista: está relacionado com anéis). Por muitos livros que tenha lido e que me agradaram a vários níveis e de várias outras formas, nenhum outro causou em mim a mesma impressão, nem nada que se lhe pareça. Fui literariamente desflorado por ele.
  1. Que livro está a ler, actualmente?
Die Dame vom See, de Andrzej Sapkowski.
  1. O seu último livro – Oblívio – da colecção As Crónicas de Allarya foi lançado há pouco tempo. Como estão a correr as vendas?
Em Julho logo falamos. Mas tanto quanto me foi dado a entender, bastante bem.
  1. Uma pergunta de todos os seus fãs: Quando acha que sairá o seu próximo livro?
Talvez já em 2012. Estou com ganas de partir para outra, mas após 16 anos em Allaryia não quero apressar as coisas e preferia que a transição fosse suave.
10. Para terminar, o que diria aos inúmeros jovens que desejam ser escritores?

Que devem fazer a seguinte pergunta a si mesmos: agrada-lhes a ideia de escrever, ou a ideia de um dia
terem escrito? É o acto da escrita que os estimula, ou a ambição de um dia terem um livro publicado? Façam essa pergunta a vós mesmos. Se a resposta for a segunda, posso adiantar-vos desde já que nunca acabarão de escrever um livro.

          Só nos resta agradecer ao Filipe Faria e desejar-lhe as melhores felicidades. E que venham mais livros!
.

sábado, 14 de maio de 2011

Hedge Knight - George R. R. Martin


          The Hedge Knight é um livro que também se passa em Westeros ( das As Crónicas do Gelo e do Fogo) mas muitos anos antes da Saga. Fiquei muito empolgado quando vi isto... a editora Saída de Emergência vai editar este livro em Portugal nos inícios de Julho. Já tenho saudades de ler George Martin e depois do Sonho Febril só espero que este também esteja ao nível das expectativas.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Festim dos Corvos

Autor: George R.R. Martin
Páginas: 443
Editora:Saida de emergência
Género: Fantasia/ Ficção Histórica

Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos.
Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo..

Opinião

Obras a basear-se em Tolkien já estão a passar. A próxima geração de escritores de fantasia vai pegar nos livros de Martin - O mestre actual.Na minha opinião com temáticas mais abrangentes e que chegarão a um publico muito mais velho pois não existem clichés infantis e sim enredos inteligentes.
Este tipo de fantasia é realmente extraordinário( Não é há toa que é considerado a melhor fantasia de sempre,por tanta gente e criticos) . Como Martin disse: “ fantasia para quem NÃO gosta de fantasia”.
Neste volume das crónicas de gelo e fogo alguns dos personagens mais queridos estão fora. Isto é não existem capítulos com o ponto de vista desses mesmos personagens e talvez por isso este volume não seja tão bem visto como os restantes.
Seria difícil superar a qualidade do anterior: A glória dos traidores – Em que Martin mostrou como se faz algo realmente épico não sendo necessário batalhas monumentais para ser algo de espectacular. Traição e golpes de cortar a respiração com uma genialidade épica. Além de mortes chocantes. Martin foi ao fundo da mente humana, dos interesses e de tudo o que se faz por poder, deitando fora valores éticos e regras cumpridas por todos. Deitando fora a “honra” que é tudo para o homem de Westeros.Vai ao fundo de questões políticas e teias de conspiração.
Não fiquei decepcionada com este volume, achei sim enriquecedor a adição de capítulos e personagens nunca antes aparecidos.
Só contribuiu para um maior enriquecimento de toda esta saga e deu a conhecer novos lugares de Westeros como Dorne e as ilhas de Ferro.
É também mais calmo, pois é uma fase pós guerra e martin mostra-nos as consequências e realidades da guerra. O que fica, o que vai. Corpos por enterrar, um festim para os corvos, daí o titulo do livro.
Neste livro há uma passagem no último capitulo de Brienne belíssima, a mais bela de todo o livro, para mim, onde martin escreve sobre “ homens quebrados” pela guerra. Que foram lutar, viram irmãos morrer, perderam tudo para lutar por um estandarte que nem conheciam, para lutar contra homens sem rosto.É de uma descrição real e crua, e que choca reflectir.
Mindinho é para mim uma das melhores personagens do livro, o verdadeiro jogador do jogo dos tronos.
Os capítulos de cercei foram talvez os meus favoritos.Ver o que vai na sua cabeça, e as suas intenções e planos. Adorei sem duvida os capítulos nas ilhas de Ferro e Dorne e claro de arya, apesar de poucos foram bons e deu-nos a conhecer a fantástica cidade de Bravos cheia de templos, torres e canais com barcos guiados em pé com varas. Os capítulos mais bizarros pertencem a arya na casa do “ preto e do branco”.Martin é excelente em capítulos bizarros…
Agora resta-me ler o mar de ferro, a segunda metade do festim dos corvos e continuar a assistir a este autêntico jogo tridimensional e ver quem chegará ao fim pelo menos vivo!

Avaliação: 8/10

sábado, 23 de abril de 2011

Dia Mundial do Livro

Quem não sabe o que é um livro? Obviamente, ninguém. Pelo menos, todos sabem identificar um. Mas nem todos sabem o que, realmente, é um livro.
OS Livros são o meio mais barato e fantástico de viajar. Com eles, podemos ir a Westeros, Shire, China e à Idade Média sem sairmos do lugar. Os livros transportam-nos, fazem-nos sonhar, fazem-nos amar e odiar personagens fictícias, fazem-nos Acreditar.
Sem qualquer dúvida, digo que os livros são uma das mais fantásticas formas de Arte. Sem eles, a nossa vida seria completamente diferente pois, comigo, eles prepararam-me para a vida. Mostraram-me o lado bom mas também o lado mais negro do mundo. Ensinaram-me a viver. Espero que todas as  crianças tenham essa possibilidade.
Que os livros nunca morram e que todas as crianças tenham sempre a possibilidade de conhece-los.

João Pereira Coutinho
 
"Uma existência com livros será sempre uma travessia menos solitária."


Arturo Pérez-Reverte
 
"Um romance nunca está acabado pelo simples facto de estar escrito e publicado. Quando chega às mãos, só metade do caminho está percorrido. Quando o leitor projecta num romance os seus sonhos, a sua vida, os seus outros livros, os seus ódios, os seus amores, percorre o resto da estrada."


Jane Austen 

"Uma pessoa, seja ela cavalheiro ou senhorita, que não sinta prazer ao ler um bom romance, deve ser intoleravelmente estúpida."