sábado, 28 de maio de 2011

Rapariga de 13 anos - ONU

Apesar deste vídeo já ser antigo e não ter nada haver com livros, achei este depoimento arrepiante. Uma rapariga de 13 anos chamada Sevem Suzuku surpreendeu os representantes da ONU na conferência que definiria o Protocolo de Kyoto. Tirem a vossa lição disto.

A Quinta dos Animais - George Orwell






Informações

Nº de páginas: 156 (incluí 2 apêndices no fim e informações adicionais no inicio do livro)
Autor: George Orwell
Género:  Sátira

Resumo:

          À primeira vista, este livro situa-se na linhagem dos contos de Esopo, de La Fontaine e de outros que nos encantaram a infância. Tal como os seus predecessores, Orwell escreveu uma fábula, uma história personificada por animais. Mas há nesta fábula algo de inquietante. Classicamente, atribuir aos animais os defeitos e os ridículos dos humanos, se servia para censurar a sociedade, servia igualmente para nos tranquilizar, pois ficavam colocados à distância, «no tempo em que os animais falavam», os vícios de todos nós e as sua funestas consequências. Em A Quinta dos Animais o enredo inverte-se. É a fábula merecida por uma época - a nossa época - em que são os homens e as mulheres a comporta-se como animais. 

Opinião:
          Comprei este livro por influência de um amigo entendido no assunto. Não conhecia o autor (não me chamem ignorante) nem as suas obras. 
           A Quinta dos Animais é um dos livros mas simples e complexos que li. Uma história Simples, uma mensagem Complexa pois, apesar de o autor o ter escrito a pensar na URSS e na sociedade da altura, o livro é tão actual como era. Todas as pessoas deveria ler este livro pois ensina uma lição muitas vezes esquecida.
           Napoleão representa Estaline da URSS. É o antagonista do livro. Os porcos, depois da revolta dos animais que vivem na quinta, ficam no controlo. Napoleão e Bola-de-Neve são os dois porcos mais inteligentes e fortes mas discordam em tudo. A primeira parte da história desenrola-se entre estes dois até que acontece uma coisa que pára esta disputa. 
           Trovão é um cavalo Preto incrivelmente forte e belo. Esta personagem representa o Povo. Ele aceita e acredita em tudo o que dizem os porcos pois vê-los como seus superiores mas, os animais da quinta defendem que "todos os animais são iguais". Pormenores como este fazem-nos reflectir sobre o nosso passado e o nosso presente. Sobre a própria Política, daí ser tão actual. 
          Eu, pessoalmente, acho que o livro poderia ser de leitura obrigatória nas escolas mesmo que, a obrigação, tire a magia aos livros. Mas poderia ser que os jovens aprendessem alguma coisa para não cometer os erros do passado. 

Citações Favoritas:

          - "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros"
          - "Os animais (...) olharam dos porcos para os homens, dos homens para os porcos, e novamente dos porcos para os homens: mas já era impossível distinguir-los uns dos outros."

Avaliação:
         8/10 


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Entrevista a Filipe Faria

 
Filipe Faria é o criador da série de livros "As Crónicas de Allarya". Esta saga, uma das mais vendidas de Fantasia em Portugal, inspirou vários escritores a atirarem-se para a Fantasia. 
Por isso, nós propusemos-lhe uma entrevista, que, muito simpaticamente, aceitou. 
Bom dia, Filipe Faria. Muito obrigado por ter aceitado esta entrevista.
  1. Você é intitulado por muitos como o pioneiro da High Fantasy em Portugal. Vendeu mais de 60.000 exemplares. Diga-me, como soube que queria ser escritor?
Não posso dizer que soubesse que queria ser escritor; a única coisa que soube desde muito cedo foi que gostava de escrever. Gostava mesmo. De escrever e de contar histórias; o que é que nunca associei isso a uma possível ocupação. Daí até ter o meu primeiro livro publicado... Foi sem dúvida um desenvolvimento inesperado, digo-o sem qualquer falsa modéstia, mas também não tive quaisquer problemas em deixar-me levar pelos acontecimentos.
  1. J. R. R. Tolkien foi um dos seus inspiradores. Se lhe pudesse dizer alguma coisa, o que seria?
Que podia ter investido um pouco mais nas cenas de acção, que sempre me souberam a pouco. Caso não levasse com uma cachimbada na cara, agradecer-lhe-ia de seguida por ter partilhado com o mundo aquilo que fez.
  1. Quando começou a imaginar esta Saga?
Uns doze anitos; umas quantas ideias talvez um pouco antes.
  1. Todas as personagens mantiveram-se inalteradas desde que as imaginou, em criança?
Nem por sombras. Todas elas cresceram comigo e algumas até foram substituídas por outras antes de sequer entrarem na história.
  1. Qual é a sua personagem preferida? Porquê?
Não tenho. Cada um dos companheiros representa uma faceta da minha personalidade. De resto, a saga está repleta de personagens mais ou menos bem conseguidas, nenhuma das quais possa considerar uma favorita, embora tanto Seltor como Aereth Thoryn me tenham dado particular prazer a escrever, muito em parte graças à índole subversiva de ambos enquanto arquétipos de fantasia. Sobretudo o primeiro.
  1. Mudando um pouco de assunto. Enquanto escritor, a literatura deve ser uma paixão para si. Quais são os seus livros preferidos?
Só houve um que realmente me marcou (pista: está relacionado com anéis). Por muitos livros que tenha lido e que me agradaram a vários níveis e de várias outras formas, nenhum outro causou em mim a mesma impressão, nem nada que se lhe pareça. Fui literariamente desflorado por ele.
  1. Que livro está a ler, actualmente?
Die Dame vom See, de Andrzej Sapkowski.
  1. O seu último livro – Oblívio – da colecção As Crónicas de Allarya foi lançado há pouco tempo. Como estão a correr as vendas?
Em Julho logo falamos. Mas tanto quanto me foi dado a entender, bastante bem.
  1. Uma pergunta de todos os seus fãs: Quando acha que sairá o seu próximo livro?
Talvez já em 2012. Estou com ganas de partir para outra, mas após 16 anos em Allaryia não quero apressar as coisas e preferia que a transição fosse suave.
10. Para terminar, o que diria aos inúmeros jovens que desejam ser escritores?

Que devem fazer a seguinte pergunta a si mesmos: agrada-lhes a ideia de escrever, ou a ideia de um dia
terem escrito? É o acto da escrita que os estimula, ou a ambição de um dia terem um livro publicado? Façam essa pergunta a vós mesmos. Se a resposta for a segunda, posso adiantar-vos desde já que nunca acabarão de escrever um livro.

          Só nos resta agradecer ao Filipe Faria e desejar-lhe as melhores felicidades. E que venham mais livros!
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